segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Pecado Sera?

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Será que é pecado?
A Bíblia nos diz a verdade!
Trabalho de Conclusão Ideológica.
Autor da Síntese: Welton Tácio de S.S
Muitas igrejas de hoje, estão com uma visão de santidade completamente desconectada com os verdadeiros princípios bíblicos.  Vários pastores estão pregando certos fanatismos teológicos em suas igrejas, a qual a palavra de Deus não da credibilidade.
Meu interesse em tratar de deste assunto, a qual é de extrema importância para o século atual, não significa que desejo assumir uma postura eticamente liberal e antinomista (sem qualquer referencial ético); pretendo, tão somente, reavivar a Teologia da Graça.

Quando Lutero pregou suas noventa e cinco teses na Catedral de Wittemburgo, ele não almejava simplesmente acabar com um sistema iníquo de levantamento de fundos da Igreja da época. Queria, mais do que isso, restabelecer a pregação de que o justo não mais vive por obras da lei, mas pela graça.

O QUE É GRAÇA ENTÃO?
Segundo o dicionário Bíblico Ebenezer Graça é: Favor imerecido, benefício não obtido por serviços, bondade recebida gratuitamente. O dom maravilhoso de DEUS, perdão dos pecados e capacidade de viver com dignidade no presente e com esperança para o futuro.

Preocupa-me imaginar a possibilidade de que muitos crentes hodiernos não
tenham alicerçado sua fé na graça de Deus; infelizmente, ainda dependem de suas boas obras como garantia de salvação. Têm sido acrescentadas fórmulas e exigências comportamentais à mensagem da salvação, tornando o sacrifício de Cristo ineficaz. Indago-me freqüentemente se muitos crentes não se estribam nas doutrinas e proibições de suas igrejas como um meio de alcançarem a salvação

Entendo que os argumentos aqui apresentados não encontrarão a concordância de algumas lideranças evangélicas. Eu as respeito. Peço apenas que ninguém discorde sem antes ler a argumentação. Por favor, tente discernir o propósito com que escrevo este artigo. Antes de me condenar à fogueira como um libertino herege, peço que refute os meus argumentos com outros argumentos. Não desçamos ao nível de ataques pessoais.

Busco ajudar você, querido leitor, a manter-se santo diante de Deus sem legalismos e sem um conceito libertino de vida cristã. Conheço muitas pessoas que também não desejam quebrar a lei de Deus, todavia, estas entendem que o legalismo religioso produz muito mais prisão que a liberdade dos Evangelhos.


Creio que, na verdade, o legalismo origina-se de uma fraca compreensão
do que significa o vocábulo "mundo" na Bíblia. Buscarei mostrar que muitas vezes agimos ambiguamente ao nos relacionarmos com a produção cultural dos não cristãos. Rejeitamos suas músicas, mas aceitamos suas descobertas médicas; julgamos ser o teatro algo estritamente mundano, mas aceitamos as propostas de um partido político e chegamos a franquear o púlpito de nossas igrejas aos seus discursos.

“Os reformadores protestantes do século XVI concordavam em que há uma graça comum distribuída a todas as pessoas, mesmo as pagão. Essa graça é o favor de Deus que capacita as pessoas a fazer o bem, a agir dignamente e a executar a justiça. Caso contrário, esse mundo se transformaria em completo caos. Devido a essa graça comum, um juiz pode, mesmo não sendo cristão, julgar com justiça. Do mesmo modo, é possível um artista fazer arte com beleza ainda que não seja convertido”.


ALGO IMPORTANTE QUE DEVEMOS APREENDER!

A salvação vem pela graça, porém a santificação depende de nós.

Deus fez sua parte na cruz e agora exige que seus filhos se aperfeiçoem em santidade? Mais uma vez nos defrontamos com uma argumentação falida e sem sustentação teológica. Seria uma irresponsabilidade divina se Deus providenciasse, através dos méritos exclusivos de Cristo, a nossa salvação e depois exigisse que, por meio de nossos esforços, desenvolvêssemos o que ele começou. Tanto a salvação como a santificação acontecem na vida do cristão pela fé, não advêm dele mesmo, são dons gratuitos de Deus.

Em 1º a Pedro diz: 1:3-5 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
Para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo


Certa vez Jesus, em discurso com os mestres da Lei, Jesus fala a respeito dos fardos pesados, que a Lei impunha aos praticantes do judaísmo ele diz:
“Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar.” (Mt 23: 4,13)

Observe!
Nenhum líder religioso pode alegar que não compreendeu bem os desígnios de
Deus. Se uma corte humana condena um médico por imperícia, imagine quando Deus trouxer seus ministros diante do tribunal de Cristo para prestarem contas de como manusearam sua Palavra. Paulo admoestou Timóteo - e por inferência, todos os obreiros - sobre a responsabilidade de manejarem bem a Palavra da verdade: manusearam sua Palavra. Paulo admoestou Timóteo - e por inferência, todos os obreiros - sobre a responsabilidade de manejarem bem a Palavra da verdade: 
Procura apresentar-te diante de Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.
(2 Tm 2:15)

Nesse texto, manejar vem da palavra grega orthotomeo e transmite o conceito de "cortar certo", como um soldado deveria fazer com sua espada. Requer-se, portanto, que um líder saiba "cortar" corretamente o texto sagrado, diferenciando o certo do errado e ensinando que a letra da lei mata, enquanto o seu espírito (sentido, significação) vivifica. O legalismo é in-justificável diante de Deus.

Infelizmente hoje o povo de Deus, tem vivido uma vida de prisão, pelo um falso ensinamento teológico. Jesus irou-se com os fariseus porque eles esmagavam seus prosélitos com uma religiosidade perversa, condenando-os duas vezes mais. Por que esse duplo inferno? O legalismo, além de não garantir salvação, oprime lastimosamente devido à pressão de leis arbitrárias. O inferno é dobrado também, porque a própria instituição que promete libertação e vida abundante responsabiliza-se em criar métodos para impedir que suas promessas se concretizem.

Veja admoestação do apostolo Pedro:
Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho.
( 1º Pd 5:2-3)


MÚSICA NÃO-EVANGÉLICA SERÁ QUE É PECADO OUVIR?

Certa vez, em uma noite de quinta feira eu estava participando da aula do meu de teologia, e a disciplina que estava sendo ministrada era: Teologia Sistemática foi quando minha professora tocou no assunto, sobre a questão de musica não gospel. Ela falou que era pecado, e isso me fez toma imediatamente uma atitude racional teológica de resposta. Foram alguns minutos de debates, pensei até que minha professora havia pensado mal de minha pessoal, devido à resposta a qual eu dei a ela. Mais uma resposta com todas as ferramentas teológicas. 

VEJA VOCÊ AMIGO LEITO ESSA RESPOSTA DE UMA MANEIRA BEM MAIS CONSTRUTIVA:

Não aceito viver uma realidade particular diferente da minha imagem pública, tentarei refletir o que significa música não evangélica, ou "música do mundo".

A primeira pergunta que devemos fazer nesse assunto é: Uma pessoa não convertida Pode produzir o que for nobre, que leve à reflexão, divirta ou edifique?
A RESPOSTA OBVIAMENTE É SIM.

ATENÇÃO NOS PONTOS SEGUINTES:

1.    Um erudito como Rui Barbosa, embora nunca tenha feito parte de uma igreja evangélica, escreveu artigos e ensaios sobre o direito e a cidadania tão dignos que servem de ilustração, inclusive, para um sermão.

2. Um estadista, como Winston Churchill pôde nos brindar com um discurso tão verdadeiro, que todos, inclusive os pastores, devem aplaudir.

3. Um poeta como Carlos Drummond de Andrade, embora um ateu professo deixou-nos um legado poético espetacular.

OBSERVE:
A teologia da queda não propõe que os descendentes de Adão sejam incapazes de boas ações.
A alienação do pecado não anula completamente a imagem de Deus nos homens. Todos os seres humanos, mesmo os mais vis, ainda carregam traços do Criador. Isto os habilita a praticar boas obras.
 ►A prostituta Raabe ajudou os espias em Jerico mesmo sem ter completo conhecimento de Jeová.  
 ►Ciro, o rei da Pérsia, foi usado como instrumento de Deus, mesmo sem qualquer indício de que ele jamais tenha se rendido a Deus como Senhor de sua vida.
(NA CONCEPÇÃO DOS JUDEUS, SOMENTE OS VERDADEIROS FILHOS DE ABRAÃO SERIAM CAPAZES DE AGIR COM DIGNIDADE.)

× Cristo afirma que os filhos das trevas são, muitas vezes, mais sábios que os filhos da luz (Lc 16:8).

►Deduz-se que um juiz não necessita converter-se para conduzir um tribunal com justiça. Um fiscal pode, mesmo nunca tendo experimentado o novo nascimento, manter-se íntegro. Um artista é capaz de pintar, compor, escrever ou esculpir obras de arte mesmo sem ter se submetido ao senhorio de Cristo.

►Michelangelo, Rodin, e tantos outros escultores conseguiram dar vida e significado às pedras brutas de mármore, metais contorcidos e blocos de granito, porque a "Graça Comum" habilitava-os.

► Arquitetos, romancistas, decoradores, pintores e tantos outros homens e mulheres presenteiam-nos constantemente com suas obras de arte, porque Deus faz com que sua graça seja derramada tanto sobre os justos como sobre os injustos.
ATENÇÃO OBESERVE BEM.

Quando alguém declara que não ouve "música do mundo", está afirmando que
não reconhece nenhuma pessoa, a não ser os convertidos, com a capacidade de produzir um texto, uma música ou qualquer expressão artística louvável. Essa posição é no mínimo incoerente. Pois essa mesma pessoa lê jornais, revistas, ouve o noticiário e, na escola, estuda através de livros escritos por pessoas não-cristãs.

►Fernando Pessoa foi, seguramente, o maior poeta da língua portuguesa. Suas poesias expressam sentimentos, angústias e perplexidades. Ele foi genial. Sem nunca professar fé em Deus, transmitiu com formosura o que há de mais divino nos seres humanos: nossa capacidade criativa. Não lê-lo não significa santidade, mas limitação intelectual.

Seu poema mar português contém valores sublimes. Com beleza e
Verdade, pessoa nos comunicou coragem e magnificência:
Ó mar Salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Torna-se necessário entender um pouco sobre a música; como ela nasce no
Coração do artista e quais os seus componentes. Uma música contém letra e melodia; é poesia cantada. Assim como há lindas músicas compostas por não-cristãos (Villa Lobos, Tom Jobim), há poesias escritas por pessoas não-convertidas, igualmente belíssimas. Cecília Meireles escreveu uma poesia sobre Deus com uma sensibilidade impressionante; novamente os lampejos da imagem de Deus e da graça comum são percebidos nos versos bem alinhados de sua obra:
     
Falai de Deus com a clareza
da verdade e da certeza:
com um poder
de corpo e alma que não possa
ninguém, à passagem vossa,
não o entender.
Falai de Deus brandamente,
que o mundo se pôs dolente,
tão sem leis.
Falai de Deus com doçura,
que é difícil ser criatura:
bem o sabeis.
Falai de Deus de tal modo
que por Ele o mundo todo
tenha amor
à vida e à morte, e, de vê-Lo,
o escolha como modelo superior.
Com voz, pensamentos e atos
representai tão exatos
os reinos seus,
que todos vão livremente
para esse encontro excelente.
Falai de Deus.

Há uma segunda questão a ser abordada quanto à "música do mundo". Diz
Respeito aos temas que ela aborda.

►Uma música para ser sagrada não necessita limitar-se em louvar a
Deus ou versar sobre assuntos espirituais. A Bíblia contém um livro, Ester, que não trata diretamente de Deus (sequer o menciona), mas deixa sua presença implícita por todo o texto.  Em Ester, Deus é louvado na história do comportamento dela como rainha, comportamento que se mostrou fundamental na preservação do povo judeu. A pureza do texto vem do tema que ela trata. Tudo o que engrandece a humanidade, enriquece o espírito, leva à reflexão da verdade ou faz questionar os valores da vida é digno.

NA DETERMINAÇÃO DA SACRALIDADE DE UMA OBRA NÃO HÁ UM IMPERATIVO DE QUE SE DIRIJA SEMPRE A DEUS.

Fernando Pessoa, como fosse muito avesso ao catolicismo português, trata o
Tema da religiosidade com desdém. Entretanto, quando escreve sobre temas variados, ele nos leva, até sem querer, a meditar na grandeza de Deus:

Padrão
O esforço é grande o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areai moreno
E para diante naveguei.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.
Ao imenso e possível oceano
Ensinam estas quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego e romano:
O mar sem fim é português.
E a cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar,
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.

A própria Bíblia contém um livro de adágios populares -Provérbios - e nós o
reputamos por sagrado. Embora o cânon tenha estabelecido que Salomão o compilou, Provérbios contém máximas que o povo judeu tinha como verdadeiras. Muitos dos conselhos deste livro canônico não tratam de nosso relacionamento com Deus, mas dos devedores, com os verdadeiros e falsos amigos e com nossos pais. Ora, mesmo abordando temas do cotidiano da vida e contendo adágios populares, Provérbios é sagrado.

►Carlos Drummond de Andrade era ateu, e talvez jamais tenha colocado os seus pés em uma igreja evangélica. Sua pena magistral, entretanto, conseguiu levar as pessoas a refletir sobre verdades da vida. É verdade que ele não inspirou a ninguém a conhecer Jesus como Salvador. Todavia, sem querer até, transmitiu réstias da luz divina. Qual a nossa postura com respeito a ele? Devemos ouvir quando ele fala sobre a vida, refletir sobre os conteúdos que ele nos comunica e entender a situação espiritual em que ele se encontrava quando nos transmite sua angústia sobre Deus, sempre admirando seu brilhantismo. 
Chega um tempo em que não se diz mais:
Meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Por que o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

O que dizer do livro de Cantares de Salomão? Embora haja um esforço muito grande de espiritualizar o livro de Cantares querendo que ele signifique o relacionamento de Deus com o seu povo, ou de Cristo com a Igreja, sua verdadeira intenção, que fica explícita em todo o livro, é celebrar o amor de um homem e de uma mulher.  Tomemos o exemplo do capítulo quatro de Cantares. Os primeiros cinco versículos são cantados pelo noivo que está fascinado pela beleza da noiva:

Como és formosa, querida minha, como és formosa. Os teus olhos são como
os das pombas, e brilham através do teu véu. Os teus cabelos são como o
rebanho de cabras que descem ondeantes do monte de Gileade. São os teus
dentes como o rebanho das ovelhas recém-tosquiadas, que sobem do
lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma delas há sem
crias. Os teus lábios são como um fio de escarlate, e tua boca é formosa; as
tuas faces, como romã partida, brilham através do véu. O teu pescoço é como
a torre de Davi, edificada para arsenal; mil escudos pendem dela, todos
broquéis de valorosos. Os teus dois seios são como duas crias, gêmeas de
uma gazela, que se apascentam entre os lírios.
SERÁ QUE OS VERSÍCULOS ACIMA SÃO DE LOUVOR A DEUS? NÃO. ELES FALAM EXCLUSIVAMENTE SOBRE O RELACIONAMENTO DE NOIVOS APAIXONADOS. POR QUE ENTÃO SÃO SAGRADOS? PORQUE O AMOR DOS ENAMORADOS É BONITO E DEVE SER CELEBRADO NA PRESENÇA
DE DEUS.



CONCLUSÃO
Chegamos a doce conclusão de que toda produção literária - romance, poesia,
crônica, contos, etc. - é válida. Independente de quem as escreveu. Caso seus
Conteúdos forem dignos, elas devem ser consumidas por todos, inclusive os crentes.
Há músicas que enaltecem a natureza, outras que celebram o amor, outras que
Indagam sobre o sentido da vida. Há aquelas que lamentam um amor não
correspondido, muitas que enaltecem uma musa ou um herói. Há músicas que
glorificam a Deus, incentivam a oração, evangelizam, promovem o amor dos irmãos. Algumas, também, festejam a queda dos inimigos. Todas são válidas para o propósito que foram escritas e fazem sentido quando se restringem ao seu ambiente propício.

OBESERVAÇÃO:

A Bíblia nos ensina a reverenciar a vida e aproveitar cada instante, porque a vida é feita de momentos, só de momentos.
Então exaltei eu a alegria porquanto para o homem nenhuma coisa há melhor
debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se; pois isso o acompanhará no
seu trabalho nos dias da vida que Deus lhe dá debaixo do sol. (Ec 8:15)

Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho, pois
Deus já de antemão se agrada das tuas obras. Em todo tempo sejam alvas as
tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça. Goza a vida com a
mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu
debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que
te afadigaste debaixo do sol. (Ec 9:7-9)

INFELIZMENTE APRENDEMOS UM CRISTIANISMO MUITO DISCIPLINADAMENTE CONTIDO POR REGRAS, MAS SEM ESPAÇO PARA A ALEGRIA. VIVEMOS UMA RELIGIOSIDADE FECHADA E TRISTE.

Não, a maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a do ser que
se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida
humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto
de si mesmo, e que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de
amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem
medo de ferir e de ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do
mundo. Esse queima como lâmpada triste, cujo reflexo entristece também
tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa
às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e,
encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e
Desolada torre. (Vinicius de morais)



OBESERVE QUERIDO LEITOR.

Muitas vezes somos impedidos de ouvir e fruir muitas músicas populares devido aos nossos preconceitos. Por outro lado, o oposto também é verdadeiro. Consumimos muito lixo, porque nos foi imposto com uma roupagem evangélica. Devido ao simples fato de uma música falar em Deus, abordar temas sobre a dimensão sobrenatural não significa necessariamente que aquela música seja sacra ou evangélica.

►Conheço muitas músicas que são pobres em seus conteúdos doutrinários, compostas por impulsos meramente comerciais. Será que poderíamos classificá-las como sagradas?

   ► Isso nos leva a perguntar mais uma vez: O que faz uma música evangélica? Que o cantor e o compositor sejam convertidos? E se o guitarrista, ou o baterista não for evangélico? Se o sonoplasta, que está no controle da mesa de som, não for nascido de novo? Alguns ficariam surpresos em saber que a gravação da maioria dos CDs evangélicos tem uma participação mínima de crentes. Muitas vezes apenas o cantor é convertido, mas toda a banda musical é composta de homens com uma vida alheia a Deus. Isso já não seria suficiente para tachar aquele empreendimento musical como do mundo? Há muitas gravadoras que estão lançando discos com intuito de ganhar dinheiro. Há muitos cantores que nem se lembram mais porque cantam, querem apenas ficar famosos e lucrar muito. Sempre "cantando para o Senhor".

“DEVEMOS CUIDAR PARA NÃO DESENVOLVERMOS UM CONCEITO DE SANTIDADE QUE DEUS NÃO PEDE E, PIOR, NÓS MESMOS NÃO CONSEGUIMOS EFETIVÁ-LO. CASO CONTRÁRIO, ACABAMOS COMO OS FARISEUS, ATANDO JUGOS PESADOS DEMAIS NAS PESSOAS E NÓS MESMOS NÃO PODEMOS ARCAR COM TODAS AS CONSEQÜÊNCIAS DE NOSSAS ESCOLHAS”.

A QUESTÃO DOS RITMOS.
 SERÁ QUE TODOS OS RITMOS SÃO DO SENHOR?

Mas o que dizer dos ritmos? Não seria o rock demoníaco? Não há ritmos que induzem a um frenesi tão alucinante que as pessoas perdem total controle de seus atos? Não teria o rock nascido da cultura das drogas?

►Estou seguro de que a melodia, harmonia e ritmo, que se constituem como os elementos básicos da música, são amorais. Nenhum ritmo é santo ou mundano. O uso que se faz deles é que pode adquirir conotações éticas.

OBESERVE:

Entendamos primeiramente os três principais ingredientes da música: a melodia, a harmonia e o ritmo.

A melodia é um desenvolvimento da língua com a acentuação das
Palavras; na harmonia encontramos o elemento responsável pelo desenvolvimento da arte musical; o ritmo é a base e o fundamento de toda expressão musical.

►Os fenômenos resultantes da cooperação com melodia, harmonia e ritmos são as consonâncias e as dissonâncias. Acusa-se, por exemplo, o rock de ser uma música demoníaca por permitir uma prioridade das dissonâncias. "Essa acusação é fruto de mero preconceito; não existe música de valor sem as dissonâncias.

►Já existem inúmeros ritmos catalogados.
Desde os tempos mais antigos, eles
Nascem na cabeça dos músicos e vão transformando-se à medida que novas
Gerações vão dando continuidade àquele conceito musical. A música mais conhecida no Brasil é o samba; nos Estados Unidos é o jazz cheio de improviso; na Índia é a música védica, que não tem compasso no sentido ocidental; no Caribe a rumba e o merengue são repletos de ritmos binários; na Alemanha existe a valsa, cultivada desde os membros da família de Strauss; na Itália há a tarantela; em Portugal o fado, cujo romantismo vem dos mouros. Na Argentina, o tango de compassos precisos tomou conta do mundo na voz de Carlos Gardel. Nenhum destes ritmos tem valores éticos em si mesmos e nenhum deles é mais ou menos apropriado para um cristão. Eles podem perfeitamente compor uma música sacra.

►Quando nos desvencilhamos de nossos preconceitos e aprendemos a fazer
Diferença entre o que gostamos e o que é certo amadurecemos. A beleza deve ser celebrada, e o cristão necessita de maturidade para desfrutá-la.


CONCLUSÃO DA OBRA.
Amigo e querido leitor, quero agradeço pelo tempo a qual você dedicou para ler este meu trabalho, que eu elaborei com muito esforço. Que Deus te abençoe você, seu ministério e toda sua família. Deixo esta pequena passagem bíblica, para que você possa fazer uso da leitura e refletir:
(Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. 1cor 6:12)







 

Welton Tácio de S.S.



REFERENCIAS.
1. MORAES, Vinícius de. Para Viver um Grande Amor - Crônicas e Poemas. São
Paulo: Cia. das Letras, p. 182.
2. Enciclopédia Britânica do Brasil. Mirador, Tomo 15, verbete 'Música', 1990.
3. Ricardo Gondim: o que a bíblia permitir e a igreja proíbe, editora mundo cristão; são Paulo.
4. Olinto, Antonio, 1919- minidicionário Antonio Olinto da língua portuguesa – 2. Ed.rev. e ampl. – São Paulo: Moderna, 2001
5. dicionário bíblico Ebenezer, 1ed, São Paulo.

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